O Velho
Contextualizado
"Persistência não é teimosia, mas sim uma estratégia que
requer
paciência, humildade e desapego das vaidades.
Na verdade, poucos tem a ousadia de utilizar essa estratégia
em suas escolhas."
Sidnei Oliveira
“A primeira impressão que se tem é de
que as gerações estão vivendo um tempo de ruptura total, onde os mais velhos
não entendem os jovens de hoje, que por sua vez consideram os mais velhos como
absolutamente lentos e desconectados da realidade atual.”
Em contrapartida inicial o assunto
principal deste trabalho textual é o fato de muitos idosos quando chegam nesta
fase da sua vida (idade Avançada) não consegue administrar bem alguns lados do
seu dia-a-dia, procuram saídas, suas próprias saídas, são conseqüências de toda
uma vida vivida ou mal vivida.
Para entendermos este quadro, precisamos
voltar ao passado de cada ser humano em questão, para se precisar um resumo
geral do quadro vejamos um pequeno trecho da introdução do Livro História dos Hebreus escrita pelo Dr.
Claudionor de Andrade:
"Só
conseguiremos trafegar com segurança, se os nossos retrovisores não estiverem
quebrados. Doutra forma: atropelaremos o futuro por não perceber que o presente
é uma estrada de mão dupla; e, que os semáforos desta via tão irregular, nem
sempre funcionam. Quando funcionam, o verde passa para o vermelho sem nenhuma
contemplação... , ...Isto é aprender História: estar com os olhos no futuro, com o espírito
no pretérito, e com o coração sempre presente".
Deparamos-nos
com dois grupos de seres humanos, um totalmente diferente do outro e os dois
medindo forças entre si, e não me diga que isto não tem nada a ver com uma
velhice depressiva, solitária, cheias de decepções e problemas mal resolvidos (nem
vou citar aqui os problemas que são de extremas urgências que dependem mais dos
governos do que do próprio Cidadão). Não se chega a ser velho sem antes ter sido
Criança ou jovem. Duas fases distintas da vida de um ser humano. Uma Juventude
como disse o Dr. Sidnei “uma Geração em ruptura Total” de outro lado os velhos
“absolutamente lentos e desconectados”. Mesmo que o principal aqui é a velha
guarda não vamos sair do assunto se puder descrever um pouco sobre que
significa “Geração em Ruptura Total”,uma Juventude que está se afastando, dos
princípios morais e éticos, uma geração sem escrúpulos pronta a se fazer ouvir,
mesmo que não tenha ouvintes para lhe escutar sob os efeitos de entorpecentes
químicos,virtuais ou influenciáveis que
os levam em uma direção não somente de ruptura total mais de uma cegueira
social, normalizando tudo e a todos, com um argumento que se desvirtuou e tornou-se degenerado e estéril.
Perde-se de vista o respeito e a paz social. Mais e quanto aos velhos lentos e
desconectados?
Evidentemente
estas divergências sempre aconteceram entre as gerações. O fato novo é que os
conflitos atuais estão mais potencializados principalmente pelo ritmo de vida
que surgiu com as novas tecnologias.
Velhos sim, Lentos alguns, mais desconectados? Claro que não,
pergunte interrogue um jovem e logo após um velho, quem esta com os pés no
chão?, e quem esta em um mundo virtual,
e sendo levado pelo vento, qual a diferença em anos-luz de uma geração para a
outra, gostei do desfecho e do rumo que
o texto base nos levou.”O caminho é a
negociação de interesse entre as gerações. E esta negociação precisa acontecer
com maior rapidez.” O que esta faltando para se resolver este conflito?, Uma
negociação de que forma? Que maneira?
Até o aumento da expectativa de vida, provocado também por avanços da
ciência, contribui para a intensidade nos conflitos, pois existem mais gerações
lutando por um lugar no mundo. Os mais velhos sentem-se produtivos em seus
postos atuais, por isso não abrem espaço para os mais jovens ocuparem estas
posições.
Queremos incutir valores, éticos e morais nos Jovens, queremos
quem sabe, fazer um remendo em pano roto, costurar esta ruptura com valores
materiais, (ídolos de rock, atores) da Mídia e do mundo secular, como se
valores se comprasse em um mercado quando cada um leva, quanto e como quiser,
para usar do jeito que quiser Qualquer sociedade que quiser ser como tal,
deve-se acima de tudo respeitar os limites de cada membro como em um todo.
Exigimos de uns, e ao mesmo tempo estamos privilegiando outros, enquanto não
aprendermos com o nosso passado, nunca teremos um presente sólido e um futuro Brilhante,
estaremos sempre na obscuridade, em volta com os mesmo problemas.
Eles precisam entender que são e
precisam ser mais preparados para o novo ambiente hiper-competitivo e que, além
de todo conhecimento técnico e toda informação que conseguem absorver, precisam
acessar um tipo muito especial de conhecimento - o TÁCITO -, que apenas os mais
velhos possuem, fruto de todas as experiências acumuladas em suas vidas
Uma Sociedade que não sabe o lugar de cada cidadão, que
papel esse cidadão um exerce dentro
desta mesma sociedade, podendo passar de geração em geração esses valores,
Papel de uma Criança, Papel de Um Jovem e o papel de Um velho.se isto não for
aplicado a Esta sociedade, estamos fadados piorar o nosso cenário de crianças,
abandonadas, menores, infratores, e Jovens cada vez mais comprometido consigo
mesmo, e com seus ideais falaciosos e estéreis,. Velhos com uma velhice depressiva, solitária, cheias de
decepções e problemas mal resolvidos.
Para Finalizar esta contextualização
passo para vocês a:
A fábula do velho sábio
Era
uma vez um guerreiro, famoso por sua invencibilidade na guerra. Era um homem
extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando ele se aproximava de
uma aldeia, os moradores saiam correndo para as montanhas, onde se escondiam do
malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.
Certo
dia, alguém viu ele se aproximar com seu exército de uma pequena aldeia, onde
viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio. Quando o
pessoal escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, tratou de
juntar o que podia e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou
para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel,
incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas. Até que chegou
na casa do velhinho. O velhinho, quando o viu se assustou. E sem piedade, foi
dizendo ao velhinho que seus dias haviam chegado ao fim. Mas, que lhe
concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio de sua espada. O
velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até o bosque e
ali lhe cortasse um galho de uma árvore. O guerreiro achou aquilo uma besteira.
-"Esse velho deve estar gagá. Que último desejo mais besta." Mas, se
esse era o último desejo do velhinho, havia que atendê-lo. E lá foi o guerreiro
até o bosque e com um golpe de sua espada, cortou um galho de uma
árvore.-" Muito bem" disse o velhinho. -"O senhor cortou o galho
da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O
guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que esse velho deve estar louco,
pois todo mundo sabe que isso já não é mais possível, colocar o galho cortado
na árvore outra vez". O velhinho então lhe respondeu:
-
"Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata
as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não
tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi
separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro
poder".
O que é necessário é um novo modelo de
relacionamento entre as gerações, onde os mais velhos substituam o papel de
"executivos / operadores", guardiães dos processos e zeladores dos
resultados, para assumir uma nova carreira – a de líder educador –